29 de jul. de 2015

OI, Paris! - Vem com a gente fazer biquinho e ouvir Piaf.

Paris, uma segunda chance. Esta foi a ideia para voltar à cidade Luz. O começo da minha viagem se deu em Nantes, cidade da Doroty Priscila, num momento mágico para matarmos as saudades. Aí, resolvi dar uma esticadinha e discutir a relação com a capital francesa. Em 2011, estive por lá e minha experiência foi horrível. Mas desta vez, tive a tranquilidade de me recusar a odiá-la novamente.

 Desta forma, vou escrever para vocês o meu olhar apaixonado sobre Paris.





1- A Paris do Verão

Tive a grata surpresa de ir no Verão e, por este motivo, a noite só chegava lá pelas 22h30. Esta experiência é mágica, pois você pode aproveitar muito seu tempo por lá. Eu não sou fã de calor, mas posso garantir que meus 5 dias de sol me fizeram muito bem.

No Verão a gente tem PicNic às margens do Sena. É assim que rolam os almoços, happy hour, jantinha. Mercado, um bom vinho, um excelente queijo e vida! Não precisa nem de toalha, só de um bom filtro solar e amigos queridos. Vivi isso e achei lindo!




2- A Paris dos Filmes

Sim, sou "a louca dos filmes" e já disse isso no nosso FB. Paris já foi cenário de inúmeras produções e, algumas delas figuram entre as minhas favoritas. Por este motivo, decidi visitar algumas locações que me marcaram demais.

A) O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Falou em Paris, pensou nela, né? Sim, o café em que Amélie trabalha existe e fica num bairro muito querido da cidade. Ele é lotado de turistas, mas tem preço e sabor justos. Na verdade, você terá muitas referências ao filme no Banheiro, o qual tem uma vitrine com ícones da trama. Mas ao fundo do salão é possível ver uma foto imensa de Amélie. Meu almoço saiu por Euro 13, preço razoável em uma refeição por lá. Cesta de pães e garrafa d´água como cortesia da casa.


Cafe des Deus Moulins: 15 Rue Lepic

B) Meia - Noite em Paris

Quem não morreu de amores por este filme de Woody Allen? A trama inteira se passa na cidade e muitos são os pontos turísticos que visitamos e que falaremos mais abaixo. Contudo, o ponto principal é a famosa rua em que a personagem de Owen Wilson pega carona para voltar ao passado e se reencontrar com seus grandes ídolos. Esta localidade é bem legal. tem um Pub inglês famosinho que é reduto de muitos estrangeiros que vivem ali.



C) Before Sunset

Salve Jesse e Céline. Esperamos 9 anos para o reencontro que se deu naquela que já se tornou uma das minhas livraria favoritas no mundo: Shakespeare & Co. Fui visitá-la por conta do filme e que grata surpresa! Ela estava tão cheia que tive que aguardar numa fila em que a livraria emprestava copinhos para se beber água da fonte em frente. Muito mais que um lugar em que se compra livros, alli você tem salas de leitura, piano disponível para os clientes tocarem, um cantinho infantil munido de cabana de lençol e muitos desenhos para os pequenos se apaixonarem pela leitura. Eu mais que recomendo a visita. É um lugar único.



Shakespeare & Co. 
37 rue de la Bucherie 

D) Moulin Rouge

Dispensa comentários, né? Você pode se contentar com uma fotinho em frente ou se programar para um espetáculo no interior com uma passadinha no museu do erotismo. #ficadica


Moulin Rouge
82 Boulevard de Clichy

3- A Paris dos museus

Adoro museu, acho que é uma forma genuína de se guardar a memória. Em Paris, uma cidade em que se vive e respira História, não seria diferente. Difícil é escolher qual visitar. A dica boa é que em todo primeiro domingo do mês a entrada é grátis. E adivinhem? Fiz a festa! Então, lá vai minha listinha:

A) Musee du Louvre

Sim, um clássico, praticamente um pretinho básico no seu roteiro. Minha visita se deu na minha primeira vez em Paris e pirei de tanta lindeza. Separe um dia todo para explorar o local, pois é sensacional.


99 rue de Rivoli


B) Musee de l´Orangerie

Ah, me apaixonei. O Museu é pequeno, mas cheio de boniteza. Aqui é possível contemplar Monet e tantos outros. Parada obrigatória.


 Jardin des Tuileries - Cote Seine

C) Musee D´Orsay

E que saudades eu estava de Van Gogh! Aqui, para além do artista é possível encontrar Rodin, Degas e uma arquitetura sensacional. Um dos museus mais bonitos em que já estive.


1, Rue de la Legion d'Honneur

D) Le musee Gourmand du chocolat

Existe um museu do chocolate em Paris! É bem legal, pois você pode acompanhar toda a história, desde os povos pré-colombianos até os dias atuais. Modos de produção, embalagens, utensílios e... Degustação. Eu acho que vale a experiência. Foi bem legal.



28 bd Bonne Nouvelle

E) Memorial de la Shoah

Lembrar é resistir, sempre. E algo que me enche de amor pela França é como eles respiram História. Durante a II Guerra, Paris foi ocupada pelos nazistas. Milhares foram deportados para campos de concentração e extermínio, dentre eles, 11 mil crianças. Mas somente nos anos 90, a França reconheceu o seu papel neste cenário. Por outro lado, a resistência francesa, tal qual a tcheca, foi uma das mais bonitas da História. Aqui também existe um memorial do Holocausto. Devido aos acontecimentos do começo do ano, o policiamento é forte. Nele é possível ter o conhecimento dos nomes de judeus deportados, utensílios de guerra, vestimentas e histórias, muitas histórias. É uma experiência única.


 17, rue Geoffroy-l'Asnier

4- A Paris dos Memoriais

Cada passo que damos em Paris, ela nos lembra de sua História. Paredes marcadas por balas da II Guerra, um monumento na Bastilha, uma placa nos lembrando que ali alguém lutou e morreu por liberdade. Paris não se esquece e isso é imprescindível para o mundo em que vivemos.






5- A Paris dos sabores

A Pri já deu algumas dicas de lugares incríveis para se fazer uma boa refeição em Paris. Mas lá vou eu dar meu pitaco sobre alguns sabores que arrebataram meu coração:

A) O chocolate quente do Angelina

Sim, estava quase 40 graus  e eu não deixei de provar aquele que é o melhor chocolate quente do mundo. Esqueça tudo o que te falaram sobre esta bebida divina. Você só vai provar um chocolate quente de verdade quando for ao Angelina.



226 Rue de Rivoli

B) O macaron da Ladurée

Nenhum que você provar chegará aos pés deste macaron. Aliás, macaron igual ao francês não há. Pierre Hermé tá quase lá, mas a medalha de ouro é da Maison Ladurée. Aliás, a loja da Champs- Elysees é uma casa de bonecas e com uma variedade incrível de doces.




Maison Ladurée
75 Avenue des Champs-Elysees

C) O big macaron da Paul

Eu sou apaixonada pela marca. É o café incrível, os pães deliciosos e o melhor big macaron de framboesa já feito neste mundo. Tem que provar.





D) A sopa de Cebola gratinada do Cafe Madeleine

E você achando que sopa de cebola era uma coisinha sem graça. Quando aquele queijo começa a derreter e o seu italianismo aparece pra raspar o pão no prato, esqueça, meu amigo. Só uma taça de tinto pra arrematar


1, rue Tronchet

6- A Paris dos templos

Eu não tenho religião, mas adoro conhecer culturas e seus rituais. Visitar igrejas, mesquitas, sinagogas é algo que eu gosto bastante. Na minha visão, Deus está dentro da gente, mas estar em um lugar no qual Ele é invocado e Adorado e exaltado é uma energia linda. Por isso, alguns lugares são indispensáveis

A) Catedral de Notre Dame

Tive a riquíssima experiência de assistir à Missa das 18h e foi mágico. Aquele lugar, além de incrivelmente lindo, tem uma energia sensacional. Há quem goste de explorar seus degraus para alcançar aquela que já foi considerada a vista mais bonita de Paris. Eu preferi alcançar o céu mentalizando.



B) Basílica do Sacre Coeur

A primeira vez que eu a vistei, depois de subir todos aqueles degraus, eu fui olhar Paris. Ao meu lado, um senhor começou a tocar La vie en Rose no violino e esta foi a única coisa bonita na minha primeira vez na cidade. Neste meu retorno, fui visitá-la à noite com meus amigos. E ela lá, toda iluminada depois do pôr-do-sol.



C) A grande Mesquita

Sim, eu estava de bermudas. Mas nem por isso eles barraram minha entrada. Me emprestaram uma saia longa e eu pude passear pelo jardim e contemplar o salão de chá, provando o melhor chá de hortelã da minha vida e um ninho de nozes com mel incrível. É um ambiente super familiar e gente do mundo todo passa por lá para tomar um cházinho. Tem que ir.




7 - A Paris da Champs

Pensou em compra, sofisticação e o mundo todo reunido em Paris, pensou na Champs - Elysees. Lá tem MAC, Tiffany´s, Zara, Loja da Disney e todas as marcas badaladas. Vale o desfile pra encontrar o belíssimo Arco do Triunfo.



8- A Paris dos jardins

Acho que, pelo menos aqui em São Paulo, a gente ainda precisa se apropriar muito de nossos jardins, curtir um pouco a arte de não se fazer nada, apenas contemplar. Paris nos permite isso com os jardins de Luxemburgo, das plantas e as Tulleries.





E por último, não menos importante, e como cereja do bolo:

8- A Paris dos Imigrantes

Quando decidi fazer esta viagem, um dos objetivos era conhecer as imigrações pelo mundo. Por este motivo, fiquei hospedada entre as estações "La chapelle" e "Max Dormoy" do metrô. Ali, numa ruazinha chamada Phillipe de Girard, imigrantes do mundo todo se reúnem. Lojas indianas, senegalesas, congolesas se misturam. As comunidades convivem de forma pacífica e, no mercadão de La Chapelle, você encontra pratos típicos. Se você quer conhecer Paris de Verdade, parada obrigatória.


Para vocês, minha Paris.


18 de mai. de 2015

#HistoriaComSabor: Devorando palavras em Colombiano








Contar esta história seria impossível sem ouvir Alejandro e Shakira (TchaKira ou Chaquirua), porque ela tem sotaque, ela tem o "como se fala", ela tem ritmo. E Aprendi a gostar deste som por influência de uma menina colombiana. Contar esta história é falar de língua, de sua função gustativa e de comunicação. Comer é uma forma de devorar palavras. E devorar palavras é um modo de saborear o mundo.

E foi assim, depois de uma derrota inacreditável que tirou o Brasil da Copa do Mundo de 2010, que um garotinho apareceu na televisão chorando e proferindo palavras de tristeza. E naquele momento, Lucia Salamanca percebeu que gostaria de falar português para entendê-lo,  entendeu que gostaria de provar aquele sabor carregado de dor e Brasil. A degustação se deu ainda na faculdade da Colômbia. E a cada letra que provava da brasilidade, mais perto ela estava de descobrir uma mistura agridoce que o Brasil tem.

E buscando provar o que significava um vasto vocábulo que ia da palavra saudades até o aroma da liberdade, ela desembarcou em terras tupiniquins para ensinar o paladar do inglês para comunidades no Capão Redondo. Um visto de entrada no país com duração certa e um sabor de buscar aquilo que ainda não tinha nome, a cada dia que passava por aqui, Luci acrescentava ao seu grande conhecimento linguístico um amor pelo Brasil que dava a ela o significado de ser o que realmente era.

Há quem deixe sua terra natal por conta de guerras, por problemas financeiros, para estudar, trabalhar... Lucia estava deixando uma vida de conforto para se deparar com o desconhecido que a ajudaria a se encontrar, a revelar realmente quem era ela. E isso se deu aqui, no balanço do transporte público, no arroz com feijão cotidiano, em um envolvimento social que abriria portas para tantas pessoas neste mundo e um portão inteiro para que ela fosse feliz.

No dia em que a passagem de volta à Colômbia estava marcada, Salamanca acordou com aquele gosto amargo da despedida e ao som do despertador. Olhou para as malas e para seu futuro... e decidiu despertar para  o segundo. Ela não pegou aquele avião, preparou foi uma xícara com café.

E foi neste assunto de acordar, se encontrar e saudades que ela foi preparando para mim Arepas, uma das coisas que para ela tem mais gosto de Colômbia. Arepas de saudades, prato  que é a especialidade de seu pai e tradição no café da manhã colombiano. E o pai ainda preparava as arepas para ela com recheio especial, do jeito que gosta, da forma que decifra sabores e personalidade.

E este prato especial de farinha de milho e recheio diverso é a tradução do sotaque dela. Da Lucia que morou em um hostel e conheceu gente do mundo todo, da menina colombiana que eu conheci num bar de salsa, da designer que preparou meu convite de aniversário e participou da minha festa como o primeiro aniversário brasileiro em que esteve. Lucia, de uma inteligência encantadora e de histórias ímpares.Alguém especial por se assumir quem é, por ter vontade e provar todos os sabores da vida e os dialetos que eles trazem. Ela não se arrepende nem de uma caloria ou um acento a mais.

Dizer que aquelas arepas ganharam um significado pessoal além de um sabor incrível é um pleonasmo. Falar que abandonar todo o conforto para se assumir senhora do próprio destino é só para quem tem coragem de abocanhar a vida e aproveitar cada pedacinho dela é uma redundância. Falar de Lucia Salamanca é devorar o não-convencional em forma de amizade.

Hoje é seu aniversário e decidi contar sua história fazendo desta receita de arepas, amizade, coragem e destino um bolo enorme de palavras e afeto. 

Para Lucia Salamanca, um desejo de felicidade.

Receita

Arepas de Saudade de Lucia Salamanca








- Ingredientes

Massa

60g de Manteiga
700 ml de água
500g de farinha de milho

Recheio 

Frango desfiado temperado com coentro, manjericão, cebola, tomate, sal e azeite

Preparo

Massa

Ferva a água e acrescente a manteiga e o sal. Depois de dissolvido, misturar à farinha de milho e sovar. Após a mistura ficar homogênea, deixe a massa crescer. Com o crescimento, divida a massa em discos e coloque na frigideira até ficarem dourados e crocantes. Faça aberturas nos discos para acrescentar o recheio.

Recheio

Cozinhe o peito do frango. Finalizada esta etapa, desfie o frango e leve-o à frigideira. acrescente os temperos, os legumes e o azeite. Ponto a gosto. 







27 de abr. de 2015

#HistóriaComSabor: Esperança à moda síria

Quando eu pensei em criar o projeto "História com sabor" sabia em qual panela estava botando minha colher. Um sabor pode mudar vidas inspirando, trazendo lembranças boas ou saudades infinitas. Mesmo assim, alguns amigos toparam o desafio de prepararem receitas que marcaram suas vidas. Muitos com um brilho no olhar, outros apreensivos. Não é fácil recriar os gostos que a vida nos fez provar.

Para abrir as portas deste nosso bistot virtual, eu escolhi uma história que me enche de afeto e de esperança. Por isso, peço a todos que escolham suas mesas, já pensem no que preferem beber e bom apetite!


                                                   



Talal Al-Tinawi e Ghazal Baranbo estavam atrás de um balcão vendendo seus pratos sírios quando os conheci. Naquele momento, eu decidi deixar meu crachá do Sesc na bolsa e ser apenas Nathalia. Era um evento organizado pela ADUS, um instituto que trabalha pela reintegração de refugiados no Brasil e, como estou me dedicando a esta missão, quis o universo que eles fossem os primeiros refugiados que eu conhecesse. E que sorte a minha.

O casal havia virado a noite preparando os quitutes, os sucos que fizeram questão que fossem naturais, os doces com sabor de casa. E lá fui eu, me deliciar com a minha escolha de um mix sírio. Como boa apreciadora do sabor mundial, posso lhe garantir uma coisa: aquele prato era especial. Você pode pensar que eu esteja exagerando, mas lhe digo que é perfeitamente possível sentir afeto em uma comida. E foi o que aconteceu.

Não sei a receita secreta e, pra falar a verdade desmistificando temperos, o segredo de algo que você prova e percebe que é especial não se compra. Este ingrediente secreto é oferecido. Deve ser por isso que na cultura síria comemos com as mãos, detalhe este que pra mim faz toda a diferença. Provei o kibe mais sequinho e harmonioso que a mim já foi oferecido. Naquele momento, realizei que ali, naquela explosão de sabor, tinha uma bonita história. E Talal me contou dias depois.




Eu fui até a casa da família que fica no Brás e  recebida pela linda Yara, garota de 10 anos, filha do casal. No momento em que Talal nos deixou para fazer suas orações, a pequena síria quis me mostrar seu caderno. E num daqueles instantes em que a poesia bate à porta, ela disse que queria ler pra mim algo que tinha escrito em português. Quando começou com "O que é, o que é?", pensei que estivéssemos em um jogo, mas ilusão a minha. "Viver e não ter a vergonha de ser feliz!!!!!!", eu a interrompi. E expliquei que era uma música de Gonzaguinha . E a menina pediu para que eu cantasse. Enquanto o pai rezava, entoávamos um canto pela vida comendo chocolates.

Quando Talal voltou, nosso show tinha terminado e dele só haviam ficado sorrisos. E foi neste espírito que o segundo sabor marcante da nossa história chegou. Um café árabe preparado com tanto cuidado significava que eles já tinham aprendido como receber amigos aqui no Brasil. O meu, sem açúcar, veio para compor o cardápio que me aguardava. Quando pedi para que ele me contasse sua história, o sírio foi buscar um papel com ela descrita. Já tinha adiantado esta parte para todos os meios de comunicação e estudantes que o entrevistavam. Mas esta não era uma entrevista, era nossa conversa. Quis a vida que ele não encontrasse nenhuma cópia. E eu celebrei, pois contei que queria uma história orgânica, com temperos, café, gente. Queria palavras soletradas de verdade. E ele, generosamente, me entregou este sabor. 

Talal voltava de uma viagem ao Líbano quando foi interceptado por oficiais na Síria. Perguntaram apenas o seu primeiro nome e esta foi a chave que o levou para prisão, pois o confundiram com um opositor homônimo de Bashar Al-Assad. Talal foi preso injustamente e não haviam meios de desfazer o mal entendido. Quinze dias na cadeia secular, aquela onde aprisionam praticantes de pequenos furtos, ladrões de pouca importância. Depois, ele seria levado para a "prisão especial". Na Síria, este tipo de cadeia é o fim de qualquer estrada.

Quando soube de seu destino, Talal chamou Ghazal para conversar. Ele pediu para que ela o esquecesse, pois quem ali entrava jamais voltaria. "Esquece Talal!", esta frase ainda ecoa na minha cabeça, assim como ficou marcado o gesto que ele fez quando me contou esta parte. Eu coloquei meu café sobre a mesa e, indignada, me ajeitei na cadeira e perguntei como ele pôde dizer isso a ela. Sorrindo, me disse "O que você gostaria que eu dissesse a ela, Nathalia?". Me senti envergonhada, o que sei eu sobre este tipo de partida além do estrago que ela deva fazer na gente?

O tempo passava e Talal contava seus segundos vitoriosos porque até ali havia vencido a morte. Quando as portas se abriam, ele se preparava para partir. Viu muita gente morrer enquanto não era escolhido por ela. Ainda não consigo, por mais que ele tivesse tentado me explicar, o que é viver esperando pela morte. Naquele momento, olhei pra ele e perguntei sobre sua fé. E a cereja deste bolo oriental se fez presente: "Eu não estaria aqui sem ela."

O "Aqui" de Talal  é o Brasil. Em sua visão, se Deus permitiu esta jornada de confusões foi para torná-lo melhor. Três meses se passaram, Dezessete horas olhando para uma parede numa solitária, amigos sendo mortos, mas ele não deixava de estar pronto para o seu destino, seja ele qual fosse. E foi então que a porta que se abriu não foi a da morte, mas a da liberdade. Ele voltou e isso é um milagre. Naquele momento, começou a se organizar e pedir refúgio no Brasil, depois de alguns meses passados no Líbano. Teve de deixar sua terra, as memórias de guerra, a prisão, só não deixou lá sua esperança. Esta ele fez questão de trazer no coração. O engenheiro mecânico hoje ajuda Ghazal a preparar o gosto da Esperança Síria sob encomenda, enquanto aguarda sua licença para trabalhar em sua área no nosso país.

Enquanto isso, compartilho com vocês a infinidade de quitutes e uma receita que  vai além de ingredientes culinários. Se você quiser provar o sabor desta história, este é o caminho:

Talal Comida síria





Aos meus amigos Talal e Ghazal que me acolheram com tanto afeto e me acarinharam em sabores.
E em especial à minha pequena Yara, a melhor companhia para se cantar Gonzaguinha comendo chocolates.




22 de abr. de 2015

Vingadores: A Era de Ultron


Semana passada eu e o Enzo fomos conferir o novo filme dos Vingadores - que estreia amanhã no Brasil - numa seção fechada para imprensa e formadores de opinião. Abaixo você confere um resumo sobre a história do filme e uma resenha.

Resumo do filme: 

O filme é a sequência de Os Vingadores, onde a equipe de super-heróis dos sonhos volta para proteger o mundo de uma terrível ameaça que tem início quando Tony Stark tenta reiniciar um programa em busca da paz, porém as coisas não dão muito certo e os heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Quando Ultron aparece, a equipe precisa se reunir novamente para deter o terrível vilão tecnológico que quer a extinção da humanidade. No caminho, eles terão que enfrentar dois novatos misteriosos e poderosos, Wanda Maximoff e Pietro Maximoff, e também um velho amigo em uma nova forma, chamado Visão. 





Resenha:

O ponto de junção de um imenso e perigoso universo.


Há alguns anos a gente sabe que não vai se decepcionar quando a vinheta da Marvel aparece na tela do cinema. Em Vingadores: A Era de Ultron, não foi diferente.


O filme já começa com uma cena de ação pesadíssima, cheia de explosões, piadas, e, Hulk quebrando tudo (vejam em 3D). Também apresenta sem cerimônia grandes elementos da trama que serão desenvolvidos no decorrer do filme.


Dessa vez, o Homem de Ferro tem papel importante mas já não rouba tanto a cena nem carrega o filme nas costas, como no primeiro. O que é muito bom: é um filme sobre o grupo e sua união. Sobre briga de egos, sobre prioridades, sobre quem é quem dentro e fora dos Vingadores. Também aborda uma questão importante que está permeando todo Universo Marvel: os inimigos na terra já foram vencidos, mas o que vem do espaço pode ser uma grande ameaça.


A S.H.I.E.L.D. já não é mais a toda poderosa que fornece todo suporte que precisam, e eles precisam se virar com isso e tomar suas próprias decisões. Além disso, a trama do Ultron em si já dá muitos nós na cabeça e vai quebrando expectativas no desenrolar da história: dessa vez, o vilão é complexo e poderoso.


Novamente, a Marvel modifica as origens de personagens secundários, mas nada muito drástico. Fica tudo bem encaixado e amarrado. O filme é bom, com cenas de ação maravilhosas, aquele humor quebra-gelo em diversas situações, mas senti falta de algum grande e estrondoso acontecimento para abalar todo universo cinematográfico da Casa das ideias. Ele cumpre seu papel de amarrar as pontas, mas fica a sensação de que algo maior ainda está por vir (e sabemos que virá). Sensação potencializada pela cena pós-créditos.


Agora, é aguardar pelos tantos lançamentos que vão dar continuidade a essa trama maior e ver como o Homem-Formiga vai se relacionar com tudo isso. Estamos ansiosos!

Confira imagens de cenas do filme Vingadores: a era de Ultron:


10 de abr. de 2015

As aventuras de uma judia e uma italiana na cozinha da Coréia

Leia o texto com esta trilha sonora

Você vai comer tudo isso?

Naquele momento olhei profundamente nos olhos dele e pensei "este homem não é pra mim.". Depois do jantar, fui embora e nunca mais nos vimos.

Escolho meus amores e meus amigos pelo sabor que eles tem. Já fiz amigos comendo coxinhas, já me encantei por alguém enquanto tomava um vinho caro. Descobri que amava durante aquela pizza de fim de domingo. Gente que tem sabor é outra coisa.

Conheci Michele em um curso no Centro da Cultura Judaica. Depois da aula no Bom Retiro, o pessoal decidiu voltar para suas casas e nós resolvemos comer. Aquele dia falamos da gastronomia do Oriente Médio enquanto almoçávamos num restô brasileiro, comíamos a sobremesa numa deli judaica e saíamos em busca de ingredientes coreanos. Naquele momento, soube que seríamos grandes amigas. E de grandes amizades nascem os convites ciladas.




Bom, pelo menos isso foi o que eu pensei quando ela me convidou para degustarmos os sabores da Coréia no Seok Joung. Sim, já fui pra China e quando cheguei lá, cadê o Yakissoba e o Rolinho Primavera? Mas beleza, nunca fui de dizer não a um novo sabor. E qual foi minha surpresa além de sermos as únicas não-coreanas do lugar? Aquele almoço foi sensacional.

Sim, estávamos um pouco confusas sobre os temperos do prato, mas formos muito bem recepcionadas e a atendente teve uma paciência gloriosa. Por fim, optamos pelo combinado coreano que é  composto por uma infinidade de pratos como sopa, arroz com gergelim, carnes variadas e legumes no vapor com um aroma e um tempero muito agradáveis ao paladar. Mas a cereja do bolo, digo a coroação da Coréia, veio até mim com o churrasco coreano.





Gente, quem nunca provou um churrasco coreano de mignon na pedra com cobertura de shimeji não sabe o que significa um carinho gastronômico. Este foi um dos grandes pratos que comi na minha história, quiçá na vida.




O que eu realmente gostaria de dizer é que tudo na vida tem um sabor. seja o amargo diante da indignação de um cara que não sabe que mulher de verdade se cuida, mas é boa de papo e prato, seja o da descoberta de temperos coreanos, seja aquele em que você mistura três culturas diferentes, bate no liquidificador e transforma num dia memorável.

E você, qual seu sabor?

Seok Joung
Rua Correia de Melo, 135 - Bom Retiro
$$ dilmas




23 de mar. de 2015

Resenha: Whiplash

Whiplash


Dos filmes dessa nova leva, de longe Whiplash é o meu favorito. Se eu tivesse que descrevê-lo em apenas uma palavra, essa palavra seria “visceral”.


Em termos de história e estrutura narrativa, ele não tem nada de muito novo. É aquela velha obsessão pela perfeição que muitas vezes cai no lugar-comum: a devoção, a prática repetitiva, o aperfeiçoamento, a competição, as privações e a obsessão.


Porém, grande parte por causa de brilhante atuação de J. K. Simons (que vendeu o Oscar de melhor coadjuvante por esse filme), é um filme que leva você ao mais alto grau de tensão durante o tempo todo. Sua intensidade é impressionante: nós vibramos junto com o personagem, entramos dentro da sua busca pela afirmação de ser um gênio da música, conseguimos compreender seus dramas familiares e os elementos que compõem sua complexidade.

15 de mar. de 2015

Resenha: Birdman #cinema

Birdman

Favorito ao Oscar, Birdman cumpriu a previsão e faturou a estatueta de melhor filme. E não foi à toa.


Confesso que, dos concorrentes, não era meu filme favorito, porém não consigo discordar da premiação. Explico: o filme é simplesmente maravilhoso, muito bem escrito e dirigido, além do elenco ter credenciais de sobra.


O drama em si não é novo: Michael Keaton vive um ator decadente que resolve estrelar uma peça na Broadway como uma tentativa de recuperar sua carreira e se afirmar como bom ator. Tudo porque seu sucesso do passado não foi lá por uma brilhante atuação, e sim por ter vestido o uniforme de um super-herói nas telinhas. No caso, o Birdman.

4 de mar. de 2015

Pic Nic no jardim: Il Pastaio

Dolce far niente: o prazer de não se fazer nada, recarregar energias, se permitir a contemplação da vida, sorrir sem motivo porque neste momento você é fiel a você mesma.

Adoooooro este termo. Na verdade, este é um modo de vida apregoado pelos italianos. É aquele momento em que você deixa de cumprir agendas para fazer aquilo que te dá prazer, de preferência não fazendo nada. Sou italiana, mas ainda estou caminhando para esta arte. No mundo em que vivemos, na vida em que nos colocam - e também nos colocamos - isso é quase que um pecado. Por isso, estes dias eu resolvi pecar.

No meio da Avenida Paulista, existe um lugar chamado Casa das Rosas. Eu sei que vocês conhecem, que já devem ter visto alguma de suas exposições incríveis ou participado de seus encontros literários. O fato é que lá tem um lugar perfeito para se praticar o Dolce. Numa destas minhas segundas de folga, eu meio que fugi do mundo e fui pra lá. Naquele dia, pensei assim: Hoje eu quero comer bem, num lugar legal, enquanto a vida tá passando aqui do lado. E o fiz.


Il Pastaio - casa das rosas



O Il Pastaio fica no meio do jardim, onde os passarinhos cantam, as pessoas se largam em seus bancos usando ternos e tomando café. E tem tipo uma armação de materiais reutilizados que foi no lugar em que eu sentei e vi a vida passar.


Il Pastaio - casa das rosas



Eles possuem um cardápio com opções de salgados, saladas, pastas, risottos e tem também a sugestão do chef para um determinado dia. E como eu estava na vibe de não pensar muito, optei pelos conselhos dele. Eu escolhi o St. Peter na cama de banana da terra e um risotto de camarão com carambola. Não sei vocês, mas eu acredito que um bom risotto tem o poder de uma xícara grande de café com leite no quesito de acalentar a alma.

O prato estava incrível e conversava de uma forma perfeita. A carambola quebrando o salgado do camarão e finalizando naquele gostinho de vinho branco que se tempera a vida. E o peixe só fazia sentido se fosse provado com a banana. Neste momento, pensei em estar me tornando uma italiana de verdade. 


Il Pastaio - almoço na casa das rosas


Eu sei te dizer que toda esta brincadeira me custou em torno de R$ 50. Mas isto foi bem pouco em vista do prazer de não se fazer nada em um lugar bonito.


Il Pastaio

Av. Paulista, 37
Bela Vista - Zona Sul

São Paulo - SP 

nathalia triveloni - colaboradora do blog irei com doroty


23 de fev. de 2015

As ilustrações de Lady Desidia

Conheçam o belo trabalho de Lady Desidia, uma artista espanhola que me encantou com os temas de suas ilustrações e seu traços delicados, além de ser crafteira como eu

Meninas de olhar melancólico, pássaros envoltos em cabelos, raposas, galhos e outros elementos da natureza compõem suas ilustrações, tudo de forma harmoniosa e complementar. Foi difícil escolher apenas algumas ilustras dela para postar aqui, pois uma é mais linda que a outra e se vocês gostarem podem ver o restante diretamente no site da moça.







23 de jan. de 2015

Caminhos da Floresta e a desconstrução dos contos de fadas

Essa semana fui convidada pelo Walt Disney Studios a conferir numa seção fechada o filme Caminhos da Floresta, que irá ser lançado em breve: no dia 29 de janeiro. Confesso que desde os primeiros teasers sobre o filme já me interessei bastante e estava ansiosa para conferir como iriam unir quatro histórias de contos de fadas em um filme só. Para quem não sabe, o filme é uma adaptação cinematográfica do musical Into The Woods, inspirado no livro The Uses of Enchantment: The Meaning and Importance of Fairy Tales (Os usos do encantamento: o significado e a importância dos contos de fadas), e une quatro contos: Chapeuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão, Rapunzel e Cinderela. 




O filme Caminhos da Floresta me surpreendeu positivamente, pois eu esperava apenas ver na tela os contos de fadas já conhecidos de longa data unidos em uma história (o que já é bem bacana), mas o que me surpreendeu é como conseguiram criar um enredo que unisse de forma natural ambas as histórias e acima de tudo mostrá-las por um outro ângulo, que se aproxima muitos mais da nossa realidade.

Estamos acostumados a um "e viveram felizes para sempre..." no final dos livros de contos de fadas, mas quem nunca se perguntou o que essas reticências poderiam ser? O que acontece depois que a princesa se casa com seu príncipe encantado? Pois é isso que o filme Caminhos da Floresta nos mostra, utilizando contos de fadas o filme nos mostra que o mundo não é assim tão cor de rosa e que mesmo essas histórias podem não ser exatamente o que parecem.

17 de nov. de 2014

Bistro da Sara: Um esconderijo no Bom Retiro

Final de ano está aí. Algumas pessoas tem por hábito aproveitar o bairro do Bom Retiro para fazer compras. No meu caso, conheci o Bistro da Sara num passeio histórico incrível que fiz pelo bairro com o Centro da Cultura Judaica.

Eu, particularmente, adoro toda a tradição do querido Bom-Ra e, ao contrário do que muita gente diz, existem opções deliciosas por lá. O Bistro da Sara era um desejo que tinha há um tempo.
Um oásis em meio a todo um turbilhão de gente e barulho. Uma caverna de folhas que te convida a adentrar em outro mundo todo colorido que toca música latina e Bossa Nova. Num sábado ensolarado e depois de horas caminhando, foi um presente.






A decoração lembra a casa da Frida Kahlo e é tão, mas tão aconchegante que a gente tem vontade de morar lá! O espaço é pequeno, mas bem aproveitado. Os garçons circulam livre e atenciosamente. Seu copo jamais fica vazio. Dentre o cardápio de cortesia, encontram-se água mineral, saladinha especial e deliciosa, e um pão de Caco maravilhoso que me trouxe de volta lembranças incríveis. Tudo isso com o carinho e apreço da casa, como mimo.








Os pratos possuem combinações deliciosas e preços de até R$ 45. Eles são muito bem - servidos e arrisco dizer que servem duas pessoas. Abaixo, minha escolha: Kibe de abóbora com arroz de coco, romã e hortelã. Estava maravilhoso! Quem disse que uma refeição só é perfeita com carne?






Há também a opção de sobremesas e cafés, mas confesso que eu já estava satisfeita e não os provei.
Quero voltar, quero muito voltar. Esta, definitivamente, foi uma das grandes descobertas gastronômicas de São Paulo.



Serviço

Bistro da Sara
Rua da Graça, 34
Bom Retiro - SP




20 de out. de 2014

Liberdade: Um bairro em 5 sabores

   
                                      (Trailer do Filme "Ramen Girl")
                                         
Você conhece os sabores do bairro da Liberdade? Muita gente tem mania de separar um momento de lazer para passear por lá. De quebra, os comes ficam por conta da Feirinha que acontece aos finais de semana. Eu era uma destas pessoas até que a China meio que me mudou. Todas as vezes que buscava um restô oriental, nunca ia para o bairro. Hoje é diferente. A cada passeio pela cidade de olhos puxados, me encanto com um sabor diferente.

O Bairro da Liberdade pode parecer apenas um local turístico, mas poucos tem a ideia de que ele é realmente a casa de muitos imigrantes e descendentes de orientais. Na viagem de ida à Beijing, conheci uma família linda que morava na Liberdade, os filhos estudavam por lá e ali se tornou um pedacinho da China para eles. Eu mesma ganho a simpatia de muitos moradores de lá quando, por exemplo, percebo que são chineses. Então, coloco meu pouco mandarim em prática e começamos a conversar com sorrisos e depois com saudades da nossa China. 

Dito isso, vou compartilhar com vocês alguns dos cantinhos que mais alegram meu coração e me restauram em sabor:


1- Pastelaria Yoka

Por anos, esta pequena pastelaria foi considerada a melhor de São Paulo. Hoje ela continua figurando na lista de melhores da cidade. Na minha modesta opinião de escrevedora de gostos lhe asseguro que para mim é a melhor. Massa sequíssima, recheio bem servido e preço justo por um pastel delicioso. Ficou com vontade de um pastel de japa de verdade? Corra pra lá!

R. dos Estudantes, 37







2- Bakery Itiriki


Conheci esta padoca oriental através de um outro blog que dava dicas para pessoas que estavam morando em SP há pouco tempo. Com um sistema correto de self-service, você tem uma infinidade de opções de pães, bolos e doces. O mais famoso é o bolo de chá verde. As iguarias, além de bem executadas são bem servidas e o preço excelente. Em poucos lugares de São Paulo comemos doces tão bem-feitos por um preço como o deles. Além destas opções, há também bebidas frias e quentes, além de café selecionado. Eu sempre vou almoçar em algum lugar e deixo a parte de docinhos pra me regalar na Itiriki. =)

Rua dos Estudantes, 24





                                         (crédito: Veja SP)


3- Yamaga

Para mim, uma grande surpresa. No dia em que almocei por lá, eu tinha ido com a intenção de conhecer o Lamen Kazu que naquela data estava fechado. Mas, nada é por acaso, né? O Yamaga é um daqueles restôs de família, no qual você entra e todos te cumprimentam em japonês, em que você é recebido e servido com sorrisos. Na ocasião, provei o Yakissoba tradicional que é muito bem servido. O custo é razoável, mas vale a pena o investimento. 

R. Tomás Gonzaga, 66





                                         (crédito: tripadvisor)


4 - Chi Fu

Sabe aquele restaurante em frente à Ikesaki principal? Então! Chi Fu para mim é o melhor chinês que já estive. Me lembrou demais aqueles enormes salões chineses em que, na hora de fechar, ao invés de convidarem os clientes a se retirarem, eles apagam as luzes. Sim, é verdade. Eles fazem isso na China.
A simpatia não é o forte do lugar. A maioria das atendentes são chinesas e não fazem muita questão de tentar se comunicar em português. O cardápio é variado e muito bem executado, os pratos servem até três pessoas e o preço é tão delicioso quanto todo o resto. Na ocasião pedi um mix de frutos do mar e macarrão frito que estavam maravilhosos, muito bem temperados também. Agora, detalhe importante: ELES NÃO ACEITAM CARTÕES. Preparem as cédulas!

Praça Carlos Gomes, 200


  
             
                                      
    ( crédito: Marcelo Katsuki)



5- Lamen Kazu

Dizem que sempre deixamos o melhor para o final, né? Neste caso, é verdade! O Lamen Kazu é um noodle bar que sempre quis conhecer. E que grata surpresa a minha de saborear o melhor Lamen da minha vida. Por isso também escolhi o filme  do início do post. Para se fazer um Lamen de verdade, é preciso alma e este sabor é possível provar no Kazu, com seu chef importado do Japão. Eu provei o tradicional e me apaixonei.Quanto ao preço, ele é justo pelo sabor precioso. Quero voltar em breve. 


Rua Tomás Gonzaga, 51




                                         (Crédito: GQ)





E este foi nosso pequeno tour pelo bairro. Ficam as dicas de restôs e de um filme bem bonitinho. E vocês, se quiserem, deixem nos comentários dicas de outros lugares para que eu possa experimentar novos sabores. =)


  

3 de out. de 2014

Projeto Conectando Gerações: Passado e futuro compartilhando o presente






No último dia 1 de Outubro, comemoramos o Dia do Idoso. E para celebrar a data, uma grande inspiração sobre o tema.

Quando tomei conhecimento de um projeto que convidava jovens para teclarem com idosos fiquei com muita curiosidade de saber um pouco mais. E foi aí que descobri que o nome de seu criador era Mórris Litvak e que eu gostaria muito de contar esta história.

Nada como falar de tecnologia fazendo uso da mesma, não é mesmo? E foi através dela que decidimos conversar. Não podemos esquecer que este projeto utiliza computadores, mas sua essência é feita de pessoas, elas são aquilo que importa, a alma por trás das teclas e seus sons. A forma pela qual vão se comunicar é apenas um caminho. No final, o importante é a "serhumanidade". Por este motivo, fizemos o uso da ligação computador - telefone. Mais genuíno e experimental sobre o assunto impossível. Esta seria minha entrevista com o Mórris.

19 de set. de 2014

Disney In Concert: as músicas de seus filmes favoritos, ao vivo.

"MARAVILHOSO, MARAVILHOSO, MARAVILHOSOOO! A coisa mais linda que eu já vi!" essas são as palavras da nossa fotógrafa ao sair do espetáculo Disney In Concert.

Pela primeira vez no Brasil, o Disney In Concert conta com uma orquestra de 66 músicos regidos pelo maestro Renato Misiuk e executa 20 clássicos interpretados por tenores, em português. As apresentações ocorrem de 19 a 21 de setembro, no Teatro Bradesco, mas o blog foi convidado a assistir  o ensaio geral na última quinta-feira, 18 de setembro. E quem conta para gente mais detalhes do espetáculo é a Duda Borelli, que à convite da Amanda foi conferir de perto os detalhes do evento, junto com a Ritinha, que como vocês já viram no começo do post achou tudo MARAVILHOSO (com direito a caps lock):

Era uma vez... uma menina de 9 anos que adorava a história da pequena sereia. Ela assistia  ao filme todos os sábados e sabia todas as músicas de cor. Vinte anos depois ela foi a um concerto da Disney e sorriu, bateu palmas, gritou “uhuuu” e cantou “eu desejo, eu almejo esse prazeeeer” enquanto milhares de bolhas de sabão caiam do céu.

Se você - assim como essa moça que não iremos identificar - teve sua infância marcada pelos filmes da Disney, será impossível não curtir o Disney in Concert. Pode esquecer sua crítica ao imperialismo americano e ao machismo das histórias de princesas atrás de um marido. Você vai gostar!

27 de ago. de 2014

Doroty´s presença: Filme "Se eu ficar" #cinema

O Irei com Doroty foi convidado, pela Warner Bros. Pictures, para participar da exibição para a imprensa do filme "Se eu ficar", no Cinemark do Shopping Eldorado. Fui muito feliz e contente com o convite e, só de ler o release, fiquei morrendo de vontade de assistir.



Só para vocês entenderem como funciona, quando cheguei lá,  ganhei estes caderninhos (tipo moleskine) com o nome e o slogan do filme. Fofo, né?



7 de ago. de 2014

Guardiões da Galáxia: a Marvel mostra que já dominou o universo

No último fim de semana fui com meu namorado ao cinema assistir o mais novo lançamento da Marvel - estúdio que trouxe franquias globais campeãs de bilheteria como Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Os Vingadores - Guardiões da Galáxia, e como ele é muito mais conhecedor sobre o universo HQ do que eu, deixei com ele a função de fazer um review sobre o filme, mas já digo que ri, torci e me emocionei! Confira agora o review do Enzo:
 
Um guaxinim falante, uma árvore-homem, um fora-da-lei atrapalhado, uma mulher verde traidora e um fortão que não entende metáforas. Renegados, underdogs e protagonistas de uma superprodução. A Marvel mostra que tem colhões fazendo um longa sobre este grupo se super-heróis (ou seriam anti-heróis?) pouco conhecido até para os mais viciados em quadrinhos.

E sabe o que mais? Eles já quebraram recordes de bilheteria nos EUA.

 

29 de jul. de 2014

"Um dia eu vou para a China"... e fui! - Parte II

Depois do primeiro post sobre como se preparar para conhecer a China, agora um pouquinho de tudo que vivi. Lembrando que este roteiro engloba só Beijing, Xi´An e Shanghai. Vamos nessa!


Primeira Parada:  Beijing

Beijing é a famosa capital que "ocidentalmente" denominaram Pequim. A cidade ficou super conhecida não só pelas Olimpíadas de 2008 como também por filmes como "O último imperador", de Bernardo Bertoluci. Ela é lindíssima e alterna aquela energia milenar com a loucura de quem se firma como grande centro. Como fui no Verão, passei muuuuito calor. Mesmo em dias nublados, a temperatura atingia a casa dos 36, 38 graus com  a sensação térmica bem elevada e quase nada de vento! Mas quem vive um sonho quase nem sente isso. Vamos ao que interessa, o que conhecer em Beijing:

1- Wangfujing Street

Parada Obrigatória. Esta é quase que uma 5a Avenida com Times Square. A locomoção é bem tranquila, visto que existe uma estação de metrô e tudo mais. Se estiver na vibe da mordomia, só pedir um táxi no Hotel e mandar bala. Nesta super rua você encontrará lojas como Apple, Forever 21, Zara, GAP, shoppings e alguns achadinhos básicos.

Dica boa: Existe uma joalheria de pedras naturais em frende à Loja da Apple, só que do outro lado da rua, na qual você encontrará vários acessórios de excelente qualidade. Lugar perfeito para se enfeitar com qualidade e comprar aquela lembrancinha especial.

É também aqui que você encontra a famosa feira noturna de comida viva. Sim, você provará iguarias de toda a China. Prepare-se para experimentar de aranhas às tartarugas. E antes que perguntem, o cachorro só é consumido por uma única etnia na Manchúria. Então, você não sofrerá com isso.